1. Esposa não Compareceu, Perdeu


    Encontro: 20/12/2017, Categorias: ménage, corninha, Traição / Corno, Infidelidade, Heterossexual, Autor: Adúltero, Fonte: CasadosContos

    Nota do Autor: conto escrito por homem através de perspectiva feminina. ______________________________________________________ Canto de Ossanha avisou: “O homem que diz ‘dou’ não dá, porque quem dá mesmo não diz. O homem que diz 'vou’ não vai, porque quando foi já não quis. O homem que diz 'sou’ não é, porque quem é mesmo é 'não sou’.” Mas aquele avatar de capetinha cheirava a duplo blefe. Maurício me procurou para falar da frieza da esposa e de suas suspeitas de que ela o andasse traindo. Ouvi tudo sem julgamentos, até por não conhecê-lo pessoalmente. O que sabia dele era que pensava em estatísticas, escrevia tutoriais com imagética e riqueza vocabular invejáveis (juro) e semeava ventos. Algumas mensagens depois, tendo visto em mim uma confidente, propôs um encontro amigável para tomar um chopp e desabafar o que lhe viesse à cabeça. O tête-à-tête oferecia vantagem na interpretação de seus desejos e para deixá-lo à vontade sugeri um bar em um bairro boêmio. Entornadas duas garrafas de cerveja, altinho e bem mais falante, ele brincou com a possibilidade de perder o equilíbrio e cair para o outro lado da cerca. Ali tasquei-lhe o primeiro beijo, lento e carinhoso e cheio de promessas que eu tinha toda a intenção de cumprir. A investida pareceu lhe dar uma necessária injeção de autoestima e ele insinuou que eu o achava gostoso. Desafiei-o dizendo que mesmo tendo aprovado o pouco que vi, só se pode elogiar adequadamente algo avaliado em sua inteireza. No ato ele ergueu a ...
    camisa; antes mesmo de eu pagar para ver, já mostrou as cartas. Atiçamos um ao outro até por volta das 5h, quando cada qual tomou seu rumo. O flerte seguiu em fogo médio por três semanas, tempo suficiente para ele ceder à tentação e se submeter a novo encontro. Foi por uma dessas coincidências ímpares do destino que trombamos com um amigo meu a caminho do motel. Mau não titubeou muito em trair para uma plateia de um. Já estava na chuva, certo? Tranquei a porta do quarto de motel enquanto Franco ligava o ar-condicionado. Sem planejar, ladeamos Mau, que foi logo tirando a roupa, prestes a explodir de tesão acumulado por meses de rejeição. E eu estava pronta para acender o pavio, com o perdão da analogia. Só com a língua em seus mamilos, fiz seu pau babar sem tocar qualquer outra parte de seu corpo. A seriedade do casado morreu a meio caminho da cama daquele quarto. Na horizontal, já não se percebia qualquer constrangimento pela infidelidade, muito pelo contrário. Ele finalmente se sentia desejado, se descobria um exibicionista nato e deixava o prazer transparecer em cada gesto seu durante minha viagem por seu pescoço, peitos, umbigo, bolas, pau e cu. Fiz tudo quanto eu tinha direito, usufruí por completo daquele fujão cheio de tesão repreendido (sim, repreendido), conduzi-o devagar para o orgasmo de que ele tanto precisava, sempre tão perto mas definitivamente fora de alcance. O primeiro depois de tanto tempo. Me esmerei em todas aquelas técnicas que você adora em uma chupeta. Sabe ...
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