1. O Internato – XLI


    Encontro: 20/12/2017, Categorias: Irmãos, confusão, Sexo, colégio, boy, Teen, Oral, Beijo, Paixão, descobertas, Internato, Ciumes, Briga, pais, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Bernardo/Ian, Fonte: CasadosContos

    Prometo – falei com confiança. Meu irmão assentiu e foi com Miguel. Eu e Dylan fomos diretamente para o quarto de Pedrinho. Pegamos uma mala que tinha lá e que usamos quando viajamos com minha mãe para Macaé. Coloquei todas as roupas de Pedro que couberam na mala e parti para o quarto de Jair pegar outra mala que ele tinha lá. Ao entrar no quarto me deparei com a cama onde meu padrasto havia sido morto e ela ainda tinha uma enorme mancha de sangue escurecido pelo tempo. Aquele quarto me deu tanto asco que não fiquei nele mais do que o necessário. Peguei as duas malas que estavam em cima do guarda roupa e voltei ao quarto de meu irmão. Guardei o resto das suas roupas e fui diretamente para o meu quarto. Olhar aquele quarto novamente me trouxe lembranças desagradáveis de uma vida cheia de abusos. Lembranças odiosas de um irmão louco que me dominava e se satisfazia sexualmente com uma criança indefesa. – Quer que eu pegue suas coisas enquanto você espera lá fora? – Dylan ofereceu colocando a mão em meu ombro. – Não precisa – disse respirando fundo para tentar acalmar a angustia que sentia – Eu vou ficar bem. Era uma mentira. Uma mentira descarada e desesperada, pois eu sabia que jamais ficaria bem. Aquelas lembranças me assombrariam até o dia da minha morte. Cicatrizes que jamais desapareceriam. Abri a mala que sobrou por cima da cama que dormi e passei algumas das piores noites da minha vida. Abri meu guarda-roupa e com a ajuda de Dylan dobrei minhas roupas e as arrumei ...
    dentro da mala. Não eram tantas como as de Pedrinho, mas eram o suficiente para encher a mala até deixa-la difícil de fechar. – Eu me lembro do dia que te dei isso – Dylan pegou um casaco de moletom vermelho que ambos conhecíamos muito bem – Foi no dia que nos conhecemos. Peguei o moletom de sua mão e o acariciei sentindo sua textura macia. Cheirei-o e ali estava o perfume forte e adocicado que me fazia sentir seguro e acalentado. O cheiro de Dylan. – Adoro esse casaco – disse o abraçando – Foi o primeiro presente que você me deu. Ainda tem o seu cheiro. – Você fica bem com ele – Dylan disse acariciando meu rosto – Eu te amo. – Eu também te amo – disse me aproximando do meu namorado e o beijando carinhosamente. Terminamos de arrumar minhas roupas e Dylan me ajudou a levar as três malas escada abaixo. Colocamos tudo no porta-malas e Miguel nos levou para a sua casa. Casa que eu vinha morando desde que fugi de Izac a três meses. Sei que deveria ir para o abrigo assim como meu irmão, mas Miguel usou sua influência para nos deixar morando com ele até a minha maioridade. Sabia que isso era coisa de Bernardo, pois meu amigo temia que eu fosse para um abrigo. Conversamos muito sobre isso depois do sequestro quando eu quase entrei em desespero novamente, pois achei que meu irmãozinho e eu seriamos separados. Dylan não me abandonou em nenhum momento também. Ele até chegou a pedir a seus pais se eu poderia ficar lá até a maioridade, mas eles disseram que não queriam o namorado do filho lá. ...
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