1. ARRUMANDO-SE PARA FESTA


    Encontro: 20/12/2017, Categorias: Fantasias, Autor: Ehros Tomasini, Fonte: ContoEroticoComBr

    AS CRÔNICAS ERÓTICAS DE MONA – III “Seu olhar sedutor Suas mãos experientes Sua boca quente Seu tórax de aço Quando me envolve num abraço Seu sexo fremente Quando me possui ardentemente Seu gosto… Ah! Seu sabor…” Tudo indicava que a festa marcada para logo mais à noite, naquele sábado, com um grupo de amigas, tendia a dar em água. Chovera o dia todo e entrava pela noite. E é em noites como essa que Mona se liberta em fantasias molhadas, conhecendo cada canto obscuro de uma cidade que só existe em seus devaneios. Mas não iria desistir tão fácil. Marcara com sua amiga Lady para que ela a pegasse de carro em casa, já que o seu sempre estancava em dias de chuva. Lady, mais descolada em situações de emergência, prometera levar um cabeleireiro com todo seu aparato para a casa da amiga. Trocaria de roupa lá mesmo na casa de Mona e ambas, de penteados feitos, seguiriam para a festa, evitando assim molhar as madeixas. O toque da campainha indicava que a amiga acabara de chegar. Abriu a porta do seu pequeno – porém, bem mobiliado – apartamento dando passagem a Lady e seu cabeleireiro a tiracolo. Beijaram-se nas faces alegremente e a amiga apresentou Mona ao rapaz. Seu nome era Jarbas, aparentava uns trinta e cinco anos, moreno, bonito, mãos grandes demais para um cabeleireiro, mas bem cuidadas. Porte atlético, tórax perfeito visível através da camiseta apertada, branca, que vestia. Mas… com um jeitinho afeminado. Mona deu um sorriso malicioso para a amiga, que a puxou a um canto, ...
    enquanto o moreno ajeitava suas ferramentas numa mesinha própria de salões de beleza. Ganhara da irmã, também cabeleireira, mas que casara e abandonara a profissão. Lady cochichou-lhe ao ouvido que, apesar das aparências, Jarbas era um bom amante e até já fora garoto de programa. Utilizara-se algumas vezes dos seus dotes, quando não tinha ninguém mais interessante à mão. Mona fez uma cara de incredulidade, olhando de soslaio para o rapaz, que não escutara a conversa delas. Conhecera Lady (ou Lady M, como gostava de ser chamada) num encontro de poetas amadores, e desde então teceram uma sincera amizade. Algumas vezes saíram juntas a encontros com namorados, que sempre terminavam em orgias. umas vezes, um bom swing. Outras, cada uma com o seu homem num quarto de motel. Lady, por ser mais desinibida, saía-se sempre melhor que ela com seus pares. Mas não tinha inveja da amiga. Como a Lady trouxera o profissional, teve direito a ser a primeira a arrumar o cabelo. Mona, então, sentou-se em uma poltrona, pegou um livro com páginas em branco e uma caneta bem feminina. E se pôs a pensar no que escrever, para passar o tempo, enquanto a amiga era cuidada por Jarbas, que já se punha a lavar as longas madeixas de Lady. Essa ainda conversou um pouco sobre assuntos triviais, depois fechou os olhos e a boca, de modo a não entrar produtos de lavagem em ambos. Aí veio a inspiração… Estava a escrever uns versos naquele livro de capa de couro, bem surrada, tendo escrito sobre a capa o título ainda ...
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