1. O Rei Victor - Pra não Dizer que não Falei de Amor (capítulo especial)


    Encontro: 19/12/2017, Categorias: CURIOSIDADE, Lorenzo, Rafael, Romance, Viagem, Namoro, Beijo, Amor, ONE SHOT, capítulo especial, Rei Victor, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Rafael, Fonte: CasadosContos

    Capítulo especial Depois daquela terça-feira em que Lorenzo me levou na sorveteria e me contou as coisas nós ficamos conversando todos os dias pelo telefone. Parecia mais aquele estilo de namoro de antigamente, na verdade. Ele disse que estava muito interessado em mim, isso era nítido e eu fiquei muito curioso com aquilo tudo. Lá na sorveteria, enquanto ele contava os problemas da sua vida, a prisão, a morte do namorado, a perseguição ao inimigo, ele ficava me olhando, tipo meio com cara de bobo, de quem está a fim mesmo. Quando ele me levou pra casa, ainda no carro ele pegou a minha mão e beijou e eu achei aquilo tão gentil. Na minha cabeça o fato dele estar a fim de mim queria dizer que ia ficar me apalpando, como aquele dia no furgão. Ele disse que fez aquilo porque achou que nunca mais ia poder me tocar. Não fiquei com raiva dele por aquilo tudo, só cada vez mais instigado. No sábado a tarde nós fomos àquela praça que eu gostava. Curiosamente eu fiquei um pouco nervoso antes dele chegar, me olhei no espelho mais de uma vez pra ver se estava legal. Achei meio idiota chamar ele pra ir na praça, tipo coisa de adolescente, mas ele não se importou, eu acho. Conversamos muito, foi tão legal quanto aquele dia na praia. Lorenzo é muito inteligente, intelectual, já viajou pra mais países do que eu já ouvi falar e tem muitas histórias. Depois de uma pizza meio massuda na praça nós sentamos no canteiro mesmo e eu ri sozinho. - O que foi? – ele perguntou me olhando bem de perto, ...
    acho que pra minha boca. Ele fazia muito isso e eu ficava envergonhado. - Engraçado a gente aqui sentado no canteiro. Você que é mais velho deve estar acostumado a ter encontros mais interessantes. Ele riu e me deu um tapa no braço. - Bobagem. O encontro interessante é quando conseguimos sair com a pessoa que queremos, contra todas as probabilidades negativas. Nem que seja pra ir à farmácia. - Acho engraçado o jeito que você fala, muda tanto de uma hora para outra. - Não ligue pra isso. Eu acabo imitando o jeito que as pessoas falam. Depois passearmos sem rumo pela cidade ele me entregou na casa de minha tia, e quando eu fui sair do carro ele me segurou, me deu um abraço quentinho e um beijo no rosto. “Esperto”, eu pensei. Ele ia levando devagarinho, degrau por degrau. Eu estava gostando daquele avanço cauteloso dele. Claro que eu tive medo de alguém ver quando eu saí do carro e ficar fazendo perguntas, ainda era cedo e tinha muita gente na rua. Mas naquele dia ninguém disse nada e eu fiquei tranquilo. No domingo eu pretendia estudar o dia todo, mas lá pelas três da tarde ele me ligou me convidando pra sair de novo. - Ai Lorenzo, de novo? Estou estudando. - Ah, desculpe então. Outro dia eu te ligo. – a voz dele parecia triste e eu mudei de ideia. - Ei, tá bom então. Mas não me busque aqui em casa, a vizinhança pode ficar enchendo o ouvido da minha tia, vai ser chato. Vou te esperar na praça, pode ser? - Não quero incomodar. - Quer sim. – ri e ele riu também – Até logo. Tomei um ...
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