1. Apaixonado por Caio! Meu brother do Orkut! (14)


    Encontro: 19/12/2017, Categorias: Romance, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Fernando, Fonte: CasadosContos

    Hey, voltei. Caramba, não fiz por mal em sumir. As vezes a vida dá uma corrida monstra e a gente vai deixando as prioridades (postar o conto) de lado. É algo fora de controle. Desculpem se sou um péssimo autor, sei que sou. Podem vaiar. Eai, como foi o natal de vocês? Muito peru (adoro)? E o réveillon? Gastaram muito dinheiro com roupas que usariam só uma noite? Eta consumismo heim. Bom, não vou poder responder o comentário de vocês hoje porque tô corrido. Quinta eu respondo. Sim, quinta (se Jesus quiser) eu volto. Vamos lá, cabritinhos. - O pior de tudo era a Adele. Caralho, pense nuns momentos punks que tive quando ouvia as músicas dela. Já explico. Bom, não fiquei no fundo da fossa, como todo pós término clichê sugere. Eu amava aquele cara ainda, o Caio. Esquecer ele levaria tempo e isso que era ruim. Não entrei em depressão, não fiquei como um zumbi, ou tentei tirar minha vida - nada disso, eu apenas segui; ainda o amando mas seguindo. Porém, fumar e sair um pouco da realidade crua era uma das coisas mais espetaculares naqueles tempos, eu esquecia do meu pai, do meu nome e principalmente dele. Não necessariamente um surto de amnésia temporária, mas um breve bloqueio de lembranças as quais eles e todos estavam. Era bom. Quando você é tímido e bebe uma cerveja ou algo que contenha álcool, você se sente estranho. O primeiro gole é horrível (caso não esteja familiarizado com o gosto), mas com ele você nota as mudanças. Depois de 5 goles, se seu organismo não for forte o ...
    suficiente para lidar com a álcool, você se liberta. Se sente livre e a timidez, talvez, se esvaia. Você esquece que a tem quando bebe 10 garrafas (pelo menos de cerveja). Alguns gostam daquilo a ponto de se agarrar, a essa distração, que se vicia sem notar, pois além de boa, a sensação de liberdade e esquecimento - ou abrandamento das lembranças - é, em suma, viciante. Você quer mais, não importa como, é daquilo que precisa. Mais e mais. Não existe certo ou errado, só sua vontade em ter mais, em ser menos tímido, em esquecer. Em tudo. Não virie um drogado nível craqueiro. Pelo amor, não. Como Lucas, eu fiquei meio brisado, mas ainda sim normal. Trabalhava normal, conversava normal, saía normal. Só que não era o "eu" normal. Outro Fernando, exatamente a mim, se encontrava vivendo por mim - rabugento, ranziza e reclamão. Mas apesar de esquecer dele por um determinado período de tempo, as lembranças não sumiam por completo. Um lugar, uma música de comercial de tv, uma música da rádio, uma gíria, uma comida, um filme, e tantos elementos lembravam ele. Fazer o quê se tô gastando linhas e mais linhas escrevendo isso aqui e sendo redundante em dizer que sim, eu não o esquecia de forma nenhuma. Mesmo quando fumava um back, ele estava ali. A verdade é que eu esquecia das lembranças com ele, mas no turvo terreno da incoerência eu o via e o queria, com todas minhas forças o queria. Era como se eu olhasse pra uma tatuagem no meio da minha testa todas as manhãs, tardes e noites. Como um ...
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