1. Ativo e Passivo – No sentido não Contábil


    Encontro: 18/12/2017, Categorias: Gays / Homossexual, caso, Escritório, Cara Peludo, Sexo, Gays / Homossexual, Autor: Túlio, Fonte: CasadosContos

    Esse é meu primeiro conto na Casa. Totalmente fictício, juro. Espero que este conto vos agradem, mesmo que seja só um pouquinho. Sou da área de Contábeis e não tenho muita aptidão para a escrita, mas senti vontade de compartilhar uma fantasia, então estou postando uma pequena amostra. Por favor, relevem os erros, boa leitura e um grande abraço. J. - Três mil e quinhentos reais de multa? E quem vai pagar isso? – Não aguentei e alterei o tom da voz. – Eu os avisei primeiro verbalmente, depois enviei uma circular que se houvesse mais uma declaração omitida que gerasse multa ia ratear entre os funcionários do setor. Não há mais nada a ser dito. Podem ir... Esse é apenas um dia comum em um escritório de contabilidade, uma área ótima para se trabalhar só que estressante no nível máximo. Trabalhamos sob pressão devido às inúmeras obrigações, prazos de impostos e declarações ou multas que podem ocorrer por não cumprimento de alguma dessas informações não prestadas. Hoje definitivamente não é meu dia, uma multa não é nada perto do que tenho pela frente, pois terei que me “ajoelhar” perante um cliente e implorar que não saia do nosso escritório, pedir desculpas pelo tratamento que este recebeu do Camilo Júnior filho do dono da Contabilidade que gerencio. O Braz é aquele cliente diferenciado que há quinze anos está conosco, o que não é nada fácil devido ao seu temperamento instável, fator este que afeta não apenas meus funcionários, mas a mim muito mais. - Júnior, vem na minha sala, faz ...
    favor. – Desligo o ramal e vou tentar dialogar com o filho do dono deste escritório. Acho que minha gastrite já virou uma úlcera depois desse rapaz ter-me sido imposto como subordinado. Ele entra e já me irrita de cara, sem uniforme, com fones de ouvido e boné. - Que é? Vai começar cedo... não tenho dada haver com teus problemas pessoais, Túlio. Se vai me aborrecer por causa do Braz, estou saindo. Eu respiro calmamente, no meu limite. - Júnior, por gentileza, senta. Ele revira os olhos e desaba na cadeira a minha frente. - Vai me encher o pacová com essa história de que há dezessete anos não tira férias e que na crise que a gente está não podemos perder cliente, que te mando a merda. - Você está me testando? Só pode. – Porque não soco a cara desse idiota? Porque nessa altura do campeonato ir para a rua por justa causa ou responder algum processo não é meu objetivo. – Pode me explicar o que houve? Sem gritar ou se exaltar como sempre você faz, apenas fale. - Aquele filho da puta fica comprando coisas pra ele e pagando com a conta da empresa, liguei pro camarada que me respondeu que a empresa é dele e faz o que bem entende, aí eu respondi: “porra cara como é que fecho a merda do balancete’? Aí ele responde: “se vira babaca, o contador é tu”, aí eu perdi a cabeça:” então pega a tua empresa e mete... - Tá, já entendi. – Interrompo passando a mão na minha careca em sinal de desespero. – Não precisa continuar já consegui me situar bem e agradeço se puder maneirar no linguajar sujo ...
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