1. Vitor & Daniel:Apaixonado pelo meu cunhado 12 (parte 2)


    Encontro: 15/12/2017, Categorias: Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Romance, Drama, Autor: Solitário, Fonte: CasadosContos

    Capítulo 12-O passado se revela (parte 2) Narrador:Vitor Ainda era de madrugada quando cheguei a Salvador,e não tinha nenhuma vontade de sair dali.Tentei ligar para a Naty,mas o telefone chamava e nada.Quando eu a encontrasse,eu lhe daria umas boas palmadas para que ela sentisse na pele a raiva que estava me fazendo passar. Ela havia chegado antes de mim e provavelmente já devia estar lá.Esperei o dia amanhecer,tomei café em uma lanchonete ali perto e em seguida peguei um táxi,pagando uma corrida em direção aquela maldita cidade.Uma hora depois de ter saído,recebi uma ligação do Alberto me dizendo que o Daniel insistia em ver o Julio;o pai dele. Aquilo não parecia um boa idéia,mas lembrei como o Júlio estava depressivo e talvez a visita do filho que ele não via a tanto tempo lhe fizesse bem.Disse sim ao Alberto e lhe pedi que não deixasse o Julio falar como e onde estava a mãe e o nem que havia acontecido ao Evandro.Eu conhecia o Daniel e sabia o quanto ele era sensível e delicado,uma notícia daquelas sem antes prepara-lo,poderia fazer ele surtar. Desliguei o telefone e tentei não pensar pra onde estava indo.Quase duas horas depois,chegamos aquele lugar.Era uma cidade pequena e pobre daquele sertão,e a observando agora percebi que mudou muito pouco desde que tinha ido embora.Respirei fundo,aquele lugar me trazia lembranças insuportáveis,tinha que achar a Naty e desaparecer dali. Desci do táxi e fiquei observando ele ir embora,liguei meu celular e com desespero notei que ...
    tava sem sinal.Estava naquele fim de mundo sem contato com ninguém,isso era ótimo. Após soltar um belo palavrão,caminhei sem rumo,observando os locais que ainda estavam de pé e aqueles que foram abandonados.Eu havia nascido e vivido boa parte da minha vida nesse lugar miserável. Lembrei da fome,do medo e da dor.Lembrei do sofrimento da minha mãe que havia virado prostituta depois que eu nasci,lembrei das vezes que ela vinha me ver,muito machucada e cansada por causa dos clientes.Lembrei dos seus abraços e das histórias que me contava,lembrei do sorriso dela e da frase favorita que sempre usava:-Amanhã tudo vai ser melhor,e lembrei da sua morte,do momento que se foi me deixando pra trás.Lembrei de ter chorado sua perda e das vezes que acordei gritando seu nome,implorando pra que voltasse. Perdido nos meus pensamentos nem percebi que havia parado em frente a uma lanchonete que estava com a pintura desbotada e vazia.Eu reconhecia aquele lugar, quando eu tinha uns 9 pra dez anos,eu ajudava as donas dele a servir os clientes em troca de uns salgados. Sorri comigo mesmo e entrei observando a mulher atrás do balcão.Demorou um minuto mas logo a reconheci,nunca poderia esquecer minha primeira paixão. -Bom dia moço deseja alguma coisa?-Ela perguntou me encarando. -Estou procurando uma moça de nome Marizeti.-Eu respondi a analisando. -Sou eu!...O que quer comigo cabra?-Ela perguntou em um tom nada amistoso. -Não se lembra de mim?-Eu respondi com um sorriso. -Os seus olhos me lembram ...
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