1. Entre o céu e a terra - 12


    Encontro: 04/12/2017, Categorias: Gays / Homossexual; Gays / Homossexual; Romance; Amizade; Agressões; Espiritualidade, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Gordin.leitor, Fonte: CasadosContos

    *Boa noite pessoas, hoje saiu mais cedo! Hahaha, beijos! CAPÍTULO – 12 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Entre todas as coisas que eu vi naquele ano protegendo o Flávio e ele estando longe de Samuel a que mais me impressionava era o quanto sua alma sofria, durante o sono a coitada vagava pelo quarto e pelas dimensões soltando ruídos de choro sofrido e doloroso. Eu tentava lhe fazer melhorar, pois assim estaria ajudando a continuar bem nessa encarnação na terra, mas era muito difícil. Havia em sua alma as dores que a vida impõe sem que possamos nos desviar. As dores da perda, da solidão, da baixa autoestima e principalmente a dor maior que era a da separação. Para ele foi como perder uma parte de si. Logo que chegaram a Nova York, Flávio se viu um pouco empolgado, afinal ali era a capital do mundo. Entraram em um grande prédio de apartamentos enormes, no momento estava sozinho com a mãe e tentava se ambientar àquele frio que fazia. - Venha querido, vou lhe mostrar o seu quarto! – Ela falou empolgada e risonha. Flávio a acompanhou mancando, entraram em um quarto muito bem decorado, mas que não tinha nada a ver com ele, era uma decoração padrão como a que se usa em quartos de hóspedes, tudo muito funcional, mas sem a menos personalidade. - Legal. – Ele falou tentando agradar. - Ai que bom que você gostou! – Ela sorria e eu tinha que perguntar à Maria, por que aquela mulher não pensava em nada. Elisa ajudou o filho a guardar as coisas no closet, falou um ...
    pouco sobre as funcionalidades dos aparelhos do quarto, dos arredores do apartamento cheio de restaurantes, padarias, lojas e acontecimentos culturais de toda natureza. Apesar de bonita a cidade tinha um ar opressor ou talvez fosse só a situação em que ele se encontrava. Logo ela saiu e ele foi até o banheiro, olhou tudo lá dentro e ao se olhar no espelho não se reconheceu, ainda era ele, mas estava enterrado embaixo de uma camada tão grossa de culpa e saudade que duvidou de sua melhora. Armand chegou dois dias depois e foi bom perceber que apesar de o homem ser igualmente emplastificado e bronzeado como a sua mãe, ao menos ele era um pouco mais carinhoso. Tirava tempo do seu dia para conversar com o garoto, tentava entender suas dores e foi ele que arranjou um professor de guitarra para o menino. Flávio falava inglês fluente desde criança, então tirando algumas gírias ele não teve dificuldade em se adaptar com a língua. Nos primeiros dias eu o acompanhava a aula de canto e via vários protetores ao redor das pessoas, eles pareciam estar até bem cansados, parece que a vida ali é mais acelerada até mesmo para quem não vive mais. Lá dentro o Flávio aprendeu a entonação correta para cantar, técnicas de respiração e teve várias aulas de instrumentos, mas os que mais amava eram a guitarra e o violoncelo. Passava horas praticando em sua guitarra e em seu primeiro aniversário ganhou um violoncelo, como as aulas aconteciam apenas no período da tarde, pela manhã ele acompanhava a mãe para ...
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