1. Fogo Cruzado - Capítulo 9


    Encontro: 02/12/2017, Categorias: Beijo, Lésbicas, Lésbicas, Gays / Homossexual, Autor: Lollitta, Fonte: CasadosContos

    Gostaria de agradecer a todas que leêm meus contos e têm comentado. Boa leitura. Capítulo 9 - Sonhos ou desejos? -Ohhh... -Um gemido. Um gemido seguido de um orgasmo. Forte. Intenso. Avassalador. Estas eram as características do orgasmo que aquela mulher de olhos azuis, que agora me olhava com um sorriso enigmático, me proporcionara. E eu tremia e latejava. Era como se eu, de alguma forma, pertencesse a ela. E ela, a mim. Dessa vez, o orgasmo em meu sonho foi tão violento, que acabei acordando assim que o efeito apossou-se de mim. -Ah Meu Deus. -Já de olhos abertos, não encontrei outra saída a não ser chorar novamente. Havia acontecido. Sim. Eu havia tido um orgasmo e ele ainda me fazia extremecer e palpitar. -O quê tá acontecendo comigo? -Murmurei baixinho, esperando que alguém ou algo me respondesse. De repente, ouvi passos vindos em direção a cela e cessei o choro esperando que alguem chegasse, mesmo sabendo que, àquela hora, a delegacia já devia estar vazia. Eu fechei os olhos, com medo e me encolhi no estreito banco. Logo o barulho dos passos aumentou e eu abri os olhos, assim que ouvi o barulho das chaves. Era ela. A doutora estava em silêncio, o semblante sério e as sambrancelhas arqueadas. -Você... -Foi só o que consegui balbuciar, saindo do banco e ficando contra a parede ao lado, como se pudesse me camuflar ali, me esconder daquela mulher e de tudo que ela me causava. Após adentrar a cela, ela começou a andar em minha direção, ainda calada, séria. Passei a sentir ...
    um misto de sensações: Medo, euforia, desejo... E então lá estava ela, na minha frente, me olhando como se tentasse entender algo que nem eu mesma entendia. Os olhos azuis brilhavam, a boca era iluminada pela pouca luz que adentrava a cela, vinda da rua. E a delegada enfim, enlaçou seus braços ao redor de mim e me puxou pra um beijo... Meu corpo automaticamente sentiu o efeito do beijo e passou a arder em resposta. Meus lábios e língua, moviam-se sedentos por aquele beijo. Era como se estivéssemos no deserto e o roçar das bocas fosse a única coisa que matasse a nossa sede. A delegada cheirava a algum perfume importado que impregnava minhas narinas, me causando êxtasse. Sua boca tinha um sabor único, amargamente doce. Uma das mãos agora alisava minhas costas enquanto a outra, se enfiava por entre alguns fios soltos de cabelo, acariciando a meu pescoço e nuca. Aquele beijo não tinha fim. Nossos corpos pareciam terem se fundido, pois nenhum espaço entre eles existia. -Hmm... -Soltei um gemido rouco contra sua boca, pois mesmo não querendo, precisava parar pra respirar. A doutora pelo contrário, tinha um grande fôlego e só me soltou assim que a empurrei sutilmente. Ela desgrudou sua boca da minha, sem deixar de me envolver em seus vigorosos braços. Eu a vi abrir os olhos a minha frente, me fazendo suspirar e morder o lábio inconscientemente. "Oh, como são lindos!" Pensava diante dos olhos azuis que brilhavam enigmaticamente a minha frente. Então, vi um breve movimento em seu lábio ...
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