1. Travesti reprojeta vida de arquiteta


    Encontro: 27/11/2017, Categorias: Travestis, Autor: mktmktmkt, Fonte: ContoEroticoComBr

    A oportunidade profissional da vida de Juliana começava a se desenhar ali, naquela reunião na sede da Associação das Prostitutas da cidade. Em uma iniciativa pioneira, a Prefeitura e o Governo do Estado haviam decido construir uma espécie de condomínio fechado para abrigar as prostitutas da cidade, oferecendo uma casa de massagem, boate, piscina e, claro, os quartos, pequenos chalés para as garotas receberem seus clientes. Não só garotas, é verdade, mas também michês e travestis. A decisão foi combatida pelos setores mais conservadores da sociedade, chefiados pela Igreja, mas acabou sendo aprovado, pois seria uma forma de organizar a prática, além de oferecer segurança e eliminar os pontos de encontro das praias e Centro da cidade. O escritório onde Juliana trabalhava venceu a licitação e ela recebeu a missão de projetar o condomínio, daí porque estava nessa reunião. Seria um projeto grandioso e que demandaria tempo e trabalho, mas ela encarava como o divisor de águas na sua carreira. O que ela não sabia é que seria um divisor de águas em sua vida também. Juliana tinha 30 anos e, apesar da pouca idade, era extremamente respeitada no meio por seus cursos de pós-graduação no exterior e seus outros projetos. Casada com Marcos, 38, professor universitário de relações internacionais, não tinham filhos, pois ele não queria, dizer ser ainda cedo. A reunião foi bem proveitosa e, na saída, Juliana encontrou Sabrina, uma travesti linda, 27 anos, morena, cabelos muito negros e ...
    bonitos abaixo dos ombros, muito simpática e que representava os interesses das demais transexuais. Ao ver que ela esperava uma carona, a ofereceu e foi aceita. Sabrina indicou o caminho do seu “matadouro”, como ela chamava o lugar onde recebia os clientes. – Menina, estou super ansiosa por esse condomínio. Sinceramente, nunca esperei que o prefeito fosse ser macho o suficiente para tocar esse projeto em frente – disse ela. – Confesso que também me surpreendi. Se fosse o antigo, não passava nunca, era muito conservador – respondeu Juliana. – É verdade. Mas, esse eu acho uma gracinha. Daria tudo pra ter na minha cama – ambas caíram na gargalhada. – Você teria coragem de comer o prefeito? – perguntou Juliana. – Lógico que sim. Já comi empresários, jornalistas, estudantes, advogados, até político, mas só vereador. Se o prefeito ou o governador caísse na minha cama, não só comia como fazia os dois voltarem. Mas, se fosse o antigo, não, dava azia – disse Sabrina, provocando mais risadas. Chegaram ao matadouro de Sabrina, se despediram com beijinhos no rosto e combinaram de almoçar no dia seguinte para acertar alguns detalhes. Juliana foi pra casa e preparou o jantar para ela e o marido. Contou com grande entusiasmo sobre a reunião e a expectativa do projeto que estava preparando. – Querido, quero fazer um projeto inovador, igual a essa ideia do prefeito. Algo que vai servir de modelo para outras cidades – disse. – Pois eu acho uma pouca vergonha essa ideia do prefeito de fazer um ...
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