1. Namoros


    Encontro: 12/10/2017, Categorias: Heterossexual, Autor: observasdor, Fonte: ContoErotico

    NAMOROSNo início dos 70 encontros amorosos não eram como hoje. Não havia motéis, a surgirem no final da década, a não ser me engane. Aliás, nunca cultivei ir a motéis, principalmente por se ficar muito exposta e eu não gostaria que o Sérgio soubesse que é corno. Amo-o como não amei outro homem. É ótimo marido e também muito bom de cama. Ainda fazemos sexo com frequência, salvo nas raras vezes a ficarmos amuados, situação de duração efêmera, com os dois a chegar a bom termo rapidamente. Durante a semana as relações sexuais eram convencionais, “papai-e-mamãe”. Em dias sem se trabalhar, com maior disposição, sexo mais demorado, com felação, cunilingus, coito anal, posições diferentes: “coqueirinho”, “em conchinha”, sentados, em pé.Mas, voltando aos velhos tempos. O tabu da virgindade era o mais destacado. No fundo, havia hipocrisia, os homens sempre a dizer não terem preconceitos, mas preferiam casar com virgens. Nós fazíamos de conta que acreditávamos. Algumas de nós tinham intercurso vaginal antes do casamento. Era norma serem devolvidas pelo marido a seus pais, embora alguns não o fizessem. Fingíamos nada ter feito antes, induzindo o homem a pensar ter sido o primeiro. Uma das ocasiões se dava quando se pegava no pênis. Não se tomava a iniciativa. Reagia quando ele levava nossa mão ao pênis por cima da calça, cedendo após certo tempo. Depois, quando ele tirava para fora, pegava de leve, como se fosse uma taça de cristal, dedos hesitantes, mão bem mole, até ele dizer: “pode ...
    apertar”. Mesmo com o pênis na mão, ouvia com atenção os ensinamentos sendo transmitidos, fazendo cara de receio em machucar. “Como é duro! Eu já tinha sentido dançando com você. É assim que se faz?”. Com o tempo ia se soltando, desabotoando a braguilha, enquanto estávamos nos beijando. Felação, então... Tinha que ser também a primeira vez. E depois que tinha feito, “Como é bom, nunca pensei pôr uma rola na boca. Tinha ouvido falar por alto, mas não acreditava se fazer isso. Pensei ter nojo. Mas, deve ser por ter sido feito com você, não senti”. Obviamente, como já antes o masturbara, pedia para ser avisada da ejaculação, tirando da boca antes. E, quando acontecia, cuspia e procurava lavar a boca. E se tinha sucesso na enganação. Sabia de casadas há mais de dez anos, por vezes com 40 anos, a jurar ao parceiro jamais ter feito com o marido e que não fariam depois com ele, mesmo depois de ter visto ser bom com o homem do momento. Sodomia: “Não pensei dar antes, mas com você vou tentar. Ouvi dizer que dói. Vá devagar. Se eu pedir para parar, por não estar aguentando essa coisa grande, você tira?”. E a inconfidência masculina. Bastava se deixar pegar nos peitos por dentro da blusa, corria-se o risco de “ser falada”, pois o guri espalhava ter feito. Por essa e outras, mesmo sabendo por ter assistido Suzana com os namorados e minha mãe e o Roberto, além de ouvido o que as outras diziam e lido Carlos Zéfiro, sentindo grande vontade, tinha um medo daqueles. Tive namoradinhos antes dos ...
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