1. Sexo com amor


    Encontro: 11/10/2017, Categorias: Amor, Heterossexual, Autor: Caio, Fonte: CasadosContos

    Dessa vez foi você quem nada falou. Lembra dos nossos primeiros encontros? Carregamos as caixas de comida pelo depósito, arrumamos tudo no armário. Olha-me nos olhos por alguns segundos, depois, baixa o olhar. O levanta novamente com determinação. Com seu jeitinho tão nervosinho e meigo, diz que vai ao banheiro. Não entendi muito bem no começo, mas quando você saiu, tudo fica claro: não mais as tentativas de esquentar os nossos beijos e aproximar mais nossos corpos. Aqui está você na minha frente. Deslumbrante de lingerie vermelha de cetim, na minha frente! A pele branquinha, o umbiguinho desenhadinho, a barriguinha, aquela maravilhosa cinturinha. "Deslumbrante" vem de "luz"; aquilo que alumia tanto que ofusca a visão por causa de seu brilho. Quase que eu não posso olhar para você toda meiguinha, toda delicadinha, o corpinho perfeito e um pouco sem jeito se mostrando só para mim. É como olhar para o sol. Moisés na fenda da rocha. Os passinhos tão tímidos em minha direção não me assustam mais: totalmente para fora de mim, estou perdido em você. Só você existe para mim. Então sinto o cheiro tão suave que não sei ao certo se usa perfume ou cheira tão bem de natural. Cheiro suave, mas abrangente: não o sinto só pelo nariz - está todo em volta preenchendo tudo como uma nuvem branca. Ao tocar sua pele, toco cheiro. Finalmente eu te sinto, finalmente você está tão perto de mim. Finalmente quebrei a capsula revestida por dentro de espelhos negros em que eu sempre, sempre, me ... escondia. Livre para fora de mim porque você me abraça. Como o escravo depois de carregar peso o dia que dura anos sob o sol escaldante e guardar apertado o ódio da servidão no peito magoado e roxo de tanto doer; como este escravo milagrosamente encontrando sombra, descanso e liberdade grita e depois suspira tão aliviado; como esse escravo sou eu liberto de mim mesmo tendo ao meu lado você. Teu corpo, macio ao toque, tem gosto de amor. Seus dedos fazem sulcos de foco por onde eles passam. Teus lábios abrem em gemido tão contido, parece que sussurram uma língua que não entendo, mas que contém mais significado do que todos os livros que já li. "Caio, Caio, meu Caio, ai ai, meu amor" você me fala ao ouvido. É você que tira a minha camisa, desabotoa minha calça, me acaricia por cima da cueca. Ai ai meudeus! Nossas línguas brincam uma dentro da casa da outra. Ora mais ávidas e vigorosas, ora mais lânguidas e preguiçosas. É você que desabotoa o sutiã, mas não o tira. Minhas mãos percorrem suas pernas, sua cintura, sua barriga e sobem e sobem. Também não o tiro, beijo primeiro a área logo abaixo dos seios, depois o começo deles: maravilhosa curvinha. Ai ai que bom é manter esse suspense, deixar o pano cobrir só o biquinho! Sou eu que tiro a calça e te deito no colchão. Ai que delícia que são os teus biquinhos! Minha língua os circunda e de vez em quando descuidadosa escapa e os sente tão durinhos! Agora te abocanho com tanto gosto enquanto minhas mãos percorrem sua bundinha e as coxas; as ...
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