1. Encontro no Metrô


    Encontro: 09/10/2017, Categorias: Aventuras de casados, Heterossexual, Autor: Cavalheiro Discreto, Fonte: CasadosContos

    Saio de casa após uma noite mal dormida. Preocupações, dúvidas e dívidas, em síntese: sou um cidadão comum. Tinha deixado o carro na concessionária para uma revisão. Estando a pé, optei pelo Metrô. Fazia tempo que não usava esse serviço. Não havia me dado conta de que a linha Verde, antes era sempre tranquila, agora com a expansão e abertura de novas estações está lotada. Tive de aguardar a passagem de algumas composições até conseguir entrar num vagão. Tudo indicava que esse era o começo de um dia normal, sem nenhuma aventura excitante, dessas que se leem relatadas por aí. Para mim isso é só ficção, ou coisas que só acontecem com outras pessoas. Muito poucas pessoas, só alguns raros felizardos, entre os quais não me incluo... Consegui entrar naquele vagão do metrô e o único lugar que obtive foi no meio do corredor, pendurado nos varões centrais de apoio. Estava distraído, quando um perfume chamou minha atenção. Discreto, sem o exagero do excesso que algumas mulheres fazem. Cítrico, era muito agradável, insinuante. Na minha frente estava uma morena quase da minha altura. Ao menos 1.70m, cabelos longos, levemente cacheados, vestida de maneira bem formal. Saia discreta, uma jaqueta sobre uma blusa aparentemente de seda. Além da bolsa, carregava uma outra pasta de couro, que parecia cheia de papéis. Uma advogada, supus. Na estação Consolação o carro se agita com as pessoas que saem e entram, indo ou vindo da linha Amarela. O carro quase se esvazia e lota de novo. Eu que ia até a ... Vila Madalena permaneço. A morena também. Nesse momento uma senhora gorda, obesa, surge aos trancos e se posta atrás de mim. E me joga contra a morena. Causando, ainda que involuntária, uma encoxada... Imediatamente desculpo-me. Ela sorri aceitando minhas escusas. A viagem segue. Faço o possível para evitar que aquilo se repita, mas os trancos e mexidas que a gorda fazia provocaram mais umas três ou quatro encoxadas. Numa, que inevitavelmente notei, bela e macia bunda. Fiquei preocupado que aquilo levasse a algum escândalo. Ainda mais, que - não sou de ferro - aqueles contatos ativaram minha velha mente safada e acabei ficando excitado. Na estação Sumaré ela se move para sair. Nesse momento, gira o corpo e a mão que segura sua pasta de couro roça-me. Bem onde a ereção que eu tentava esconder se aloja. Isto seria só acidental, deveria supor. Mas sua mãozinha ficou lá uns vinte ou trinta segundos, sem se mover. Até que as pessoas finalmente foram saindo, abriram espaço e ela se foi. Mas quando chegou na porta, vira-se, olha para trás e me encara. Era aquilo em seu rosto um sorriso discreto, sugerindo que houve cumplicidade nos momentos anteriores? Certamente eu jamais saberia. Ia seguir meu cotidiano. E tudo que de inusitado, de aventura, que o destino poderia me trazer, nada mais seriam que aqueles momentos fugazes. Desci na estação seguinte. Tinha uma reunião com a equipe de um cliente. Levou umas duas horas, no final eu e mais três deles pegamos o elevador. Elevador lotado, ...
«1234»