1. SURPRESAS DO CORAÇÃO - PARTE XVII


    Encontro: 29/09/2017, Categorias: Amor, Sacanagem, hot, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Grey, Fonte: CasadosContos

    XVII - Novamente escutando “o mundo é um moinho”? – Entrou Mauricio no quarto assim que Dona Maria acabou de me servir um chá de camomila e foi para cozinha preparar uma canja de galinha. A música, o mundo é um moinho, tocava em volume médio, segundo o costume que eu sempre gostei. “Ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida. Já anuncia á hora da partida sem saber mesmo o rumo que ira tomar...” O quarto estava tomado pela música. Ao ouvi-lo desliguei o MP3 usando o controle simultaneamente ajeitei o travesseiro sob minha cabeça. Irremediavelmente se impôs a cena como feedback da noite de quinta-feira passada, episódio em que o grandão após ressalvas topou viver algo comigo, digo algo, porque a principio não cognominamos , não definimos , ou como ele disse não precisava rotular. Doeu lembrar a cena, porque um turbilhão de desejos entorno do anseio de dar certo, de gozar a felicidade veio junto com a cena. Um aperto no coração seco, pesado floresceu, todavia evitei transparecer por orgulho. Como não respondi absolutamente nada, ele continuou mudando de assunto. - Fiquei sabendo que passaste mal no serviço hoje. Permaneci calado sem tirar os olhos dele. - Tua mochila. – Colocou minha mochila sobre a minha cama. – Esqueceu no Sábado em Pinheiro. De todo modo ele tenta travar um dialogo comigo. Permaneço silente. - Peguei tuas coisas, não esqueci nada. Tá tudo aí... Se quiser conferir. – Em pé a frente da cama, onde eu estava deitado. O assunto Pinheiro; a mochila que ... eu esqueci lá trouxe á tona o porquê de eu esquecê-la. Esse porque tentei de toda maneira apagar da minha memória. Lutei como lutei, mas não obtive êxito, ainda mais diante das palavras de Mauricio... Fui catapultado para o bendito camarote do show de Wesley Safadão no preciso minuto em que Mauricio e Janaina se beijaram. Sem palavras, lágrimas quentes rolaram pelo meu rosto. Ás lagrima me traiu. - Caio. Caio tu tá chorando moço. – Desfaz a distancia entre a gente. Senta ao meu lado. - Obrigado por trazer a mochila. – Viro o rosto escondendo de Mauricio. - Tá sentido alguma coisa? Tá passando mal? – Extremamente preocupado. - Não te preocupa. Estou bem. – Respondi secamente o quanto pude. - A queda de pressão que Dona Maria me contou e as lágrimas, eu sou o culpado, não é? Eu sou o responsável? - O modo que se expressa é de pura consternação. - Não se vanglorie. Tenha certeza, você não vale tanto assim pra mim. – Exclamei sem olhar no seu rosto. - Precisamos conversar moço. - Se for sobre Pinheiro não quero ouvi, por favor. – Balbuciei quase implorando. Ele, contudo, se prestou atenção, não se importou. Agiu como se tivesse surdo. - Para mantermos a conversa tenho que ter certeza que você tá bem. – E voltou a perguntar. – Tá bem moço, você tá bem? - Já disse que tô bem. Ou quer que eu desenhe? – Falei sendo rude. - Assim que constatei que tinha retornado para Mariana imediatamente vir atrás de você, mas no caminho considerei mais acertado deixá-lo esfriar a cabeça, por isso ...
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