1. A Vida é pra ser Vivida #14 - Felicidades e Conflitos


    Encontro: 08/09/2017, Categorias: preconceito, verdades, Amor, descoberta, conflito, felicidade, Amigos, Brigas, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Hyuuga5, Fonte: CasadosContos

    A Vida é pra ser Vivida #14 FELICIDADES E CONFLITOS Finalmente estava em terras Caririenses. Estava com saudades do Araripe. Do clima. Do sotaque do meu povo. Tudo aquilo me fazia sentir em casa. Na minha verdadeira casa. Depois de alguns minutos esperando finalmente acho meu pai. Abracei-o e cumprimentei. Era bom vê-lo de novo. Entramos e fomos direto pra Barbalha. Ele não me fez perguntas algumas e isso já estava me deixando aflito. Será que a tia Ana havia dito algo pra eles? CONTINUANDO... O silêncio de meu pai estava me incomodando. Se ele não iria conversar comigo eu também não puxaria mais assunto ué? Sim, eu bastante birrento, reclamão. Demorou alguns minutos até chegarmos a Barbalha. De Juazeiro do Norte para Barbalha é mais ou menos 30 km. A região em que morava era conhecida como a região econômica CRAJUBA (CRAto, Juazeiro e BArbalha), é a segunda maior aglomeração urbana do Ceará com quase 400 mil habitantes e a terceira região mais rica do Estado perdendo apenas para Fortaleza e Sobral, localizada no Norte do Estado. Bom, mas chega de informações geográficas. Voltemos... Dentro de 25 minutos estava na frente da minha casinha. A casa onde nasci cresci. Estava sentindo tanta falta daquele lugar. Da simplicidade do povo. Assim que desci meu pai me mandou entrar na frente que ele levaria as malas que trouxe de Fortal. Quando abri a porta surgiu aquele povo todo: Todos: BEM VINDO DE VOLTA- gritaram ao mesmo tempo. Eu apenas sorria. Era uma alegria ver todos felizes ...
    com minha volta pra cá. Estavam os meus melhores amigos daqui, minha mãe, alguns primos e vizinhos. A primeira coisa que fiz foi abraçar minha mãe. Estava louco de saudades dela. Nem poderia dizer o quanto: Antonio: Mãe que saudades da senhora. Como é que está? – falei dando o abraço mais apertado que poderia dar. Mãe: Estou bem Graças a Deus. Meu filho que felicidades ter você aqui. – falava chorando. Agora tinha entendido o porquê do meu pai não ter falado comigo a viagem toda. Ele apenas não queria contar da surpresa que as pessoas tinham feito pra mim. Meu pai sempre foi um péssimo mentiroso. E eu pensando que a tia Ana tinha contado tudo sobre minha sexualidade aos meus pais. Ufa! Agradeci aos céus por isso. Eu mesmo queria contar tudo a eles sem interferência externa. Depois que falei de tudo para falar com minha mãe, minha melhor amiga do mundo veio pulando nas minhas costas: Júlia: Toim meu querido. Não faz nem mais impende da gente né!? Só por que é advogado agora. Bicho nojento. – falava fazendo uma cara de abusada. Antonio: Júlia sua puta (ops, falei sem querer) – tapei minha boca na mesma hora. – sua Louca, vem cá. – e a puxei para um abraço. Júlia: Tava com muitas saudades. Não me dou bem nesse lugar sem ti. Tu sempre foste meu parceiro nos meus crimes. Antonio: Aposto que tu realmente está sentindo minha falta. Passei alguns minutos falando com a Júlia. Ela sempre foi minha parceira na vida toda. Claro que ela é uma mala, sempre ficou com todos os garotos que ...
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