1. O que a vida me ensinou - Bônus Mel 3 - (1)


    Encontro: 12/08/2017, Categorias: amorGays / Homossexual, Amor, Dor, Desilusão, Caio, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Mel, Fonte: CasadosContos

    - Mel... – ouço Julia me chamar – Melzinho, primo já estou lhe chamando há uns cinco minutos. - Desculpa – me limito a dizer. - Quer ficar só? Apenas afirmo com a cabeça. - Ok. – diz soltando uma respiração pesada, como se aquilo lhe demandasse muito esforço. – mas hoje será o último dia. Amanhã o senhor voltará a trabalhar e na quarta eu irei contigo a escola, aquelas pessoas precisam de ti meu amor – fala se achegando próximo a mim e sentando na cama ao meu lado. Sinto o toque de sua mão pequena me acariciar. – e você precisa se distrair, eu sei o quanto fazer o bem ao próximo te ajuda. Julia tem sorrisos para cada momento, quando estou deprimido ela sempre me dá o sorriso da esperança. É com seus lábios quase numa linha, tão infimamente envergados para cima, mas seus olhos, há seus olhos castanhos ou verdes, não sei dizer, não são como o do traidor do meu namorado, ou ex, enfim, do homem que mais amei na vida e que amo, o dele são o verde mais bonito que já vi e nem a primavera no seu auge consegue ganhar na beleza de sua cor. Julia gargalha com o olhar e isso me faz sentir que há esperança, não importa para que, no final algo acontecerá. - Tudo bem, prometo que volto amanhã e na quarta iremos sim a escola, vou aproveitar e pedir para conhecer o lar das crianças que a escola está dividindo os produtos da horta. - Isso, e prometo que irei contigo pelo menos nessa primeira visita. Eu confio que Marcelo dará conta da cozinha. – fala levantando-se e depositando um pequeno ... beijo em meus cabelos. – está precisando de um corte meu amor, bem deixa me ir, preciso tirar o couro de uns estagiários, enfim o dia da minha vingança chegou... Julia saiu dando o que ela achava ser uma gargalhada do mal e sinceramente achei a imitação cuspida e escarrada de deby e loide. Continuei ali deitado com meus joelhos encolhidos no peito para tentar conter a dor que sentia, não era algo somente emocional, chegava a doer fisicamente. Aquilo não chegava nem perto do que senti na minha adolescência, até percebi que talvez lá atrás fosse mais drama mesmo, medo do desconhecido, grande parte por ter vivido tão pouco e todas as minhas experiências tinham o mesmo denominador, Marcos, mas hoje. Hoje sou uma casca de homem, me sinto destruído, aniquilado, pois eu já vivi outras experiências e sei que o sinto por Juca é do mais cru sentimento ao mais refinado. Amo todo o seu jeito, menos que nele ainda existam rastros de um preconceito incrustado pela criação numa sociedade que se diz aberta, mas que no fundo despreza os "diferentes". Odeio esse termo, pois para mim não a nada tão mais diferente do que ser o dito "normal". - Porque meu amor? – digo olhando a tela do meu celular. – eu quero tanto acreditar que a algo que explique o inexplicável, mas não consigo achar – digo sentindo as lágrimas quentes escorrerem por meus olhos - eu te amo tanto meu amor – digo encarando o sms com o simples eu te amo – tanto que dói, me perfura sabia? – digo fungando sentindo meu nariz entupir. A ...
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