1. O porteiro da empresa #01


    Encontro: 18/06/2017, Categorias: Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Luis, Fonte: CasadosContos

    procedimentos no sistema, já que eu conhecia bastante do sistema de vendas da empresa. ERICA: Sabe, Luiz, advinha o que eu ganhei hoje? EU: O quê? ERICA: Um ovo de chocolate! - e ela me mostra a guloseima. EU: Puxa, esse ovo é de marca. Humm... Deixa eu adivinhar, foi o Fausto que te deu? Fausto é um colega de equipe que era caidinho pela Érica. Ele luta artes marciais e gosta do mundo do sobrenatural. Às vezes eu tenho medo dele, ele se comporta como um psicopata, mas no geral ele é bem legal. ERICA: Foi... - risos- ele não é um doce? EU: Eu sei bem o doce que ele quer de você em troca... AI! - Érica me deu um tapa na cabeça. ERICA: Se feche, Luís! E então fomos trabalhar. A operação trabalha seis horas e vinte por dia, e temos direito a três pausas, sendo duas de 10 minutos e uma, de vinte minutos para o lanche. Nessas pausas eu sempre dava um jeito de passar pela portaria para poder vê-lo. Ele era a minha definição de "Meu Ébano": homem baixo – mas não muito – corpo troncudo e pernas tipo "fino falso" - comparado com o tronco, as pernas pareciam finas, mas olhando de perto, você via que as coxas eram grossas e tinha uma panturrilha proporcional ao resto do corpo. Aquele tom de preto igual ao do ator e modelo Rafael Zulu, rosto quadrado, cabelo cortado em padrão militar (corte tipo "Um" em baixo e "dois" em cima), o rosto parece que nunca teve um enrugamento. Ele era lindo! Ahh... O que ele tinha de lindo, entretanto, tinha de sério, ... formal, burocrático. Eu vi isso nesse mesmo dia, quando ia sair da empresa para comprar almoço barato nos arredores. Na hora que eu ia passar, duas operadoras passaram usando o mesmo crachá. Isso é proibido pela empresa, pois envolve questões de segurança dos funcionários dali. Eu não sei explicar com detalhes, mas todos foram instruídos no treinamento para trabalhar na empresa de que era proibido usar crachá de outro funcionário, como também emprestá-lo a terceiros. O caso foi que ele flagrou as operadoras usando o mesmo crachá, mas as danadas se escafederam correndo, não deu para ele tentar prossegui-las, já que estava sozinho no posto e não poderia abandonar a posição. Eu ouvi ele dizer que elas iriam se ver com ele quando voltassem. Eu não fiquei pra saber o que o porteiro faria, porque meu tempo estava reduzido e ainda faltava almoçar. Voltei para a Operação e fui atender os clientes. Dez minutos depois, eu olho para o corredor e quem passava? Ele, o porteiro da empresa! Todo sério, olhava de posição em posição procurando alguém. Olho para o outro corredor e vejo as operadoras que fugiram do porteiro, que se abaixaram na posição para não serem encontradas por ele. Coitadas... Ele as encontrou e procurou o supervisor delas, e relatou o que tinha acontecido. Como o supervisor estava longe, eu não consegui ouvir o que eles conversaram. Pelo que eu vi, elas tomaram um belo de um esporro – bronca – e acho que nunca mais elas farão isso novamente.
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