1. Jorge, o servente de pedreiro.


    Encontro: 17/06/2017, Categorias: Gays / Homossexual, Autor: rogma, Fonte: ContoEroticoComBr

    O projeto de vida dos meus pais sempre foi o de morar numa casa espaçosa cercada por um amplo jardim, onde fosse possível manter uma horta e algumas árvores frutíferas. Algo que remetesse ao clima de interior sem, contudo, abrir mão das facilidades da cidade e, muito menos, distanciar-se demasiadamente do trabalho do meu pai e das universidades onde eu e meus dois irmãos estudávamos. Depois de quase um ano de procura eles acabaram encontrando o que queriam. Uma área com quase cinco mil metros quadrados, com ligeiro aclive, num condomínio nos arredores de São Paulo, onde predominava um trecho quase intocado de mata atlântica, no topo de um talude natural donde se podia avistar o horizonte quase sem interferências. No extenso condomínio predominavam residências de alto padrão, que se mantinham isoladas e indevassadas devido ao tamanho dos lotes. Nosso futuro endereço não distava mais do que oito quilômetros da empresa onde meu pai era o diretor executivo, e cerca de cinquenta minutos de carro da USP, onde eu cursava o primeiro ano de administração. Outro meio ano se passou entre o estudo, o detalhamento e, as modificações que eles fizeram em parceria com o arquiteto. Num agosto frio e de garoa quase constante se iniciaram as obras com uma rápida terraplanagem e a sondagem do terreno. Enquanto uma empresa cuidava dessa etapa, a equipe de funcionários da construtora responsável pela execução da obra começou a erguer um galpão provisório, que serviria de alojamento para um ou ... dois funcionários, que passariam a residir no local e, um depósito, para a guarda dos materiais. A casa, propriamente dita, só teve suas obras iniciadas em meados de setembro, quando a primavera já começava a encher as árvores do condomínio com uma explosão de cores em suas copas. O cargo do meu pai o impedia de ir visitar a obra com a frequência necessária para acompanhar sua evolução. Meus dois irmãos mais velhos estavam muito atarefados, o mais velho cuidado de sua pós-graduação, e o do meio terminando o último ano da faculdade e encarando um estágio de meio período numa multinacional. Portanto, me delegaram a função de ir checar a obra diariamente após a faculdade, e meus pais se incumbiriam de uma visita mais prolongada, junto com o arquiteto e o engenheiro chefe da construtora, aos sábados pela manhã. Antes que eu pudesse me revoltar contra esse arranjo o que, de qualquer forma, seria inócuo, meus pais já me despejaram uma porção de conselhos e orientações de como eu deveria conduzir essas visitas. Como caçula não me restava muito que fazer, a não ser, não criar problemas. Quando essas peregrinações começaram, eu até que não achei as coisas tão ruins como havia imaginado. Foi muito bom acompanhar o progresso das obras de nossa futura casa. Um dos serventes ficou responsável por vigiar a obra nos finais de semana e passou a dormir no local. A minha mãe conversando comigo elogiou muito este servente, dizendo que o rapaz era novo, tinha o meu corpo, mas, que era realmente de ...
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