1. Entre o céu e a terra - 07


    Encontro: 16/06/2017, Categorias: Gays / Homossexual; Gays / Homossexual; Romance; Amizade; Agressões; Espiritualidade, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Gordin.leitor, Fonte: CasadosContos

    *Boa noite seus lindos, segue mais um capítulo aí! Espero que gostem, grande abraço a todos os leitores, vocês são lindos e me fazem um bem danado! <3 *E-mail: gordin.leitor@yahoo.com.br CAPÍTULO – 07 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Mais um dia vendo as barbaridades que Genaro fazia com Flávio e mais uma vez eu me sentindo um inútil e só por meio de preces é que eu podia ajudá-lo, sem poder interferir. Os parasitas o cercaram e o sufocaram com ideias de morte, de assassinato seguido de suicídio, eles riam a cada murro desferido na face daquele menino que era indefeso frente a força do pai, os pensamentos de Genaro eram absurdamente conturbados ao passo que ele experimentava o prazer de bater numa pessoa mais fraca, prazer esse que era diretamente influenciado pelos espíritos parasitas, ele também sentia pena do olhar do filho e no meio daquilo tudo, prestes a desferir o soco que cortaria o supercílio de Flávio, se perguntou: “Como eu me tornei isso?”, foi apenas um lampejo que foi imediatamente rechaçado por aqueles espíritos baixos e pouco evoluídos. Jazia no chão o meu protegido, senti algumas das dores dele e de alguma forma o meu corpo imaterial doeu também, mas por dentro. Sentei ao lado dele para lhe fazer um carinho, ele deitado com a face encostada ao chão imundo do quarto não percebeu quando Genaro levantou a garrafa ainda cheia de whisky para lhe atacar na cabeça. Foi então que a coisa mais estranha me aconteceu, eu brilhei, tão forte, tão ... quente e tão protetor que os parasitas voltaram para a sombra e só o que restou em Genaro foi a sua consciência. Tentando se justificar para si mesmo, ele disse: “Tive que me proteger, ele me desafiou e me desrespeitou!”, quando o olhei novamente um parasita já lhe atacava o ouvido com sussurros de ódio e rancor. Continuei brilhando por muito tempo e por mais que aquilo não ajudasse de fato ao meu protegido, ao menos lhe mantinha imune aos maus sentimentos que rondavam aquele quarto. Foi de repente que um cordão de prata me atravessou, ele saía do ombro direito de Flávio e se ligou ao ombro esquerdo de Samuel que entrou no quarto assustado. Maria ia ao seu lado, segurando a sua mão, ela me pegou lacrimejando de pena e sorriu. Em minha cabeça a sua voz surgiu: “Você o ama, papai”, não negaria, não mais. Samuel conseguiu levantá-lo e saíram os dois rumo ao apartamento que um dia me pertenceu. Minha nora estava lá com um protetor bonito, mas muito calado, em seguida chegou o meu Netinho, meu filho estava tão bonito e me permiti chorar de pena de mim por não ter aproveitado mais de sua companhia, por ter feito o meu menino sofrer e fiquei feliz no meio disto tudo por perceber que mesmo assim ele tinha uma alma limpa, uma aura luminosa azul clara e que o amor por sua família era maior que qualquer coisa. Só me separei de minha família novamente para acompanhar o Flávio dentro dos locais específicos onde fez vários exames, energizei todos os copos de água que ele bebeu e toda comida ...
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