1. Os Casos de Vicente 3


    Encontro: 12/06/2017, Categorias: cunete, banheiro, Doutor, Fetiches, Punheta, Chupada, Fantasia, aposta, Grupal, Futebol, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Haliax, Fonte: CasadosContos

    Durante a semana, recebi uma ligação do Kléber, o amigo que tinha me palmeado no piano-bar, me convidando para que eu fosse assistir ao próximo jogo do Brasil em sua casa, no domingo seguinte. Uma semana antes tínhamos visto a partida da casa de César e agora seria na casa dele. Disse que estariam alguns amigos, seu filho e o sobrinho, apenas homens, como já era tradição, mas Cesar tinha dito que estaria viajando. Falei que iria adorar revê-lo, mas ele me preveniu, por metáforas, que ninguém sabia de seu interesse apalpativo, vamos dizer assim. Na casa de Kléber, fui logo apresentado ao seu filho, Guilherme, ao seu sobrinho, Mauro (dois garotões jovens e muito bonitos, um era surfista e o outro skatista) e ao Alex, um amigo dos dois, um pouco mais velho, que era desenhista de uma agência. Os outros amigos, mais velhos, na minha faixa etária, eram Tito, médico famoso, e Salvador, que tinha sido professor dos rapazes na adolescência. Fui com meu uniforme de jogador, short branco e a camisa do meu time, mas todos, exceto os dois meninos, estavam apenas de shorts curtos, sem camiseta e já meio mamados, também com o calor do Rio de Janeiro... A sala era estreita, mas tinha uma TV de 29 polegadas, muito uísque e um cooler cheio de latinhas de cerveja; o sofá de três lugares confortável, de espaldar alto, estava colocado bem em frente à tv, ficando atrás dele três cadeiras, criando o que eles chamavam de “arquibancada”. Achei os dois rapazes apreensivos, mas não sabia porquê. ... Vestiam dessas bermudas compridas, com boa parte da cueca aparecendo, bonés com as abas viradas para trás, e estavam com o peito nu. Ainda faltava uma hora para o jogo, mas mesmo assim todos assistiam à preliminar. Os três rapazes estavam sentados no chão, Tito e Salvador no sofá, enquanto eu e Kléber nas duas cadeiras atrás. Conversávamos muito, eram todos muito engraçados e viviam se sacaneando. Os dois garotos eram as vítimas de todas as brincadeiras, principalmente a respeito de uma aposta, que eu não entendia bem. — É que a gente sempre aposta muito, antes dos jogos: quem faz a primeira falta, o primeiro gol, a primeira lateral e por aí vai. O Gui e o Maurinho pagaram geral no último jogo e perderam a aposta. — E de quanto foi o prejuízo? — perguntei. — Não tem esse lance de dinheiro aqui entre a gente. Normalmente quem perde tem que cumprir alguma tarefa ou pagar algum mico no jogo seguinte. Os dois estão assim preocupados porque vão ter que assistir ao jogo de hoje, vestindo fantasias... Quando os outros mudaram de assunto, perguntei baixinho a Kléber que fantasias eram essas. — Guilherme, meu filho, vai se vestir de bebê chorão e o Mauro, de loira do tchan — disse, às gargalhadas, antecipadamente da situação. Ao imaginar o surfista Guilherme, com aquele corpão marombado, cabelo raspado e cara de macho vestido de bebê, e o primo, igualmente sarado, vestindo roupa de passista de grupo de pagode, fiquei imediatamente de pau duro. Tentei disfarçar, mas meu short branco era a ...
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