1. Sua carne, meu sangue


    Encontro: 10/06/2017, Categorias: sobrenatural, vampiros, Santos, Doce nas suas veias especial, Romance, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Vamp19, Fonte: CasadosContos

    Eu estava no meu cigarro do dia, descansando na sombra da mangueira do lado de fora da casa do prefeito. Sinceramente, o sol naquele dia estava mais cruel do que nunca. Meu corpo se enchia de suor. Eu parecia um porco. Deveria existir uma lei cósmica que impedisse o sol maldito de ser tão quente a essa hora da manhã. Ainda faltavam duas horas para o meio dia, quando o sol deveria ser o mais infernal possível. O prefeito não gostava de mim. Tentei dizer isso ao delegado antes de ser mandado para cá, em busca do prisioneiro que tentava roubar um dos cavalos do prefeito. O homem simplesmente não ia com minha cara. Seria melhor mandar outro homem. Mas o delegado era um homem altivo demais em seu posto para escutar a opinião de um pobre como eu. A primeira coisa que fiz foi chegar aqui na casa do prefeito, lembrava que meu corpo já estava suado. O prefeito me recebeu com a careta que eu já esperava encontrar em seu rosto. Era um homem alto e gordo, de lábios rosados e brilhantes, como se nunca parassem de comer. Olhou para mim com desgosto plantado nos olhos castanhos e disse: - Estou acabando alguns negócios, espere um pouco. O prefeito virou-se e voltou para dentro de casa, com seus dois homens de guarda atrás de si. Não me convidou para entrar, não me deu nada para beber; a pouca espera da qual ele falou durava mais de uma hora. Já começava a pensar que ele nem sequer viria mais. Não importava que eu era um policial. Um homem da lei. Ha. Ele era o ‘prefeito’. Então eu ... esperei, com sede e com calor, debaixo da sombra que a mangueira fazia. Espantei um cachorro que se aproximou do local, ciumento da pouca sombra. A porta da casa do prefeito se abriu e um de seus homens finalmente me chamou. Suspirei e joguei o cigarro fora. Queria acabar logo com isso. Ignorei o sorrisinho do capanga do prefeito enquanto entrava na grande casa. Como uma pequena vingança, não limpei os pés. O homem me encaminhou pela casa, passando por um corredor enorme constituído de vários quartos, havia um quadro horrendo do prefeito pendurado na parede direita que me fez prender o riso, e fomos direto para a traseira da bela moradia, saímos do outro lado da casa. O prefeito, seu outro companheiro e um indivíduo com as mãos atadas e a cabeça coberta estavam em pé ao lado de seus cavalos. - Vamos indo. - O prefeito disse. Eu olhei para ele, sem entender. - Senhor prefeito, eu vim pegar o delinquente para transportá-lo. O senhor não precisa se preocupar. - Deixe de desperdiçar meu tempo - o prefeito rebateu. - Esse homem queria roubar meus cavalos, e eu quero vê-lo preso, o delegado devia mandar mais do que só um homem para transportá-lo. Sabe quantos homens levaram para segurar este aqui? Ele inclinou a cabeça para o homem de cabeça coberta. - Cinco homens - o prefeito disse. Dei uma boa olhada no preso. Não parecia lá muito impressionante e eu achava que o prefeito estava mentindo. Também achava que ele estava fazendo aquilo só para me irritar. - Talvez devesse arranjar homens ...
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