1. A tal da Friendzone - 01


    Encontro: 10/06/2017, Categorias: Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual; Gays / Homossexual; Romance; Infância; Começo; Amizade, Autor: Gordin.leitor, Fonte: CasadosContos

    CAPÍTULO 01 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Estava tranquilamente assistindo o Rupaul’s Drag Race no meu notebook quando ele chegou em casa, vinha de uma viagem estafante onde foi resolver umas coisas de família, fui recebe-lo com um beijo, meu amor estava tão lindo e eu morto de saudades dele... Essa história começa bem antes desse evento, começa na minha infância quando nos conhecemos, morávamos em uma vila de casas muito grandes num bairro de classe média de Fortaleza. Eu ia todos os dias para escola segurando a mão de meu avô e ele fazia o mesmo com o seu, mais coisas nos uniam ele era o único garoto negro da nossa sala e somente por isso a maioria dos meninos não o tratavam tão bem no início, de mim não se aproximavam por que a minha presença podia por em xeque a sexualidade deles. Eu era o viadinho da turma, sem conotação sexual e ele era o pária, não se sabe até hoje quem falou para os meninos da sala que ele não tinha pai, mas a notícia se espalhou rápido e viviam lhe provocando. Nossos avós se conheciam de longa data e desde que eu fui morar com eles nossa relação se transformou, antes ele também tinha receio de ser visto comigo, mas como eu era o único que lhe tratava bem, isso acabou por minar suas resistências quanto a uma aproximação entre nós. Naquele dia íamos conversando alegremente e jogando um jogo só nosso que consistia em não pisar nas listras do chão. Nós não éramos mais tão pequenos o suficiente para sermos ... suspendidos pelos nossos avós e isso tornava a brincadeira mais livre. Na escola nem um nem outro se aproximava dos meninos valentões, nós nos mantínhamos bem escondidos e calados, apenas a professora nos tratava bem de verdade, alguns meninos se aproximavam quando precisavam de algo como um grafite para a lapiseira ou o corretivo emprestado, mas no mais éramos sempre nós dois. O nome dele é Gustavo, sua mãe morava em Brasília quando ele era criança e em sua certidão de nascimento não consta o nome do pai, agora ainda criança não se vê que ele será um dos homens mais bonitos que eu já vi, pelo menos na minha modesta opinião, até então ele é só um amiguinho de bairro e da escola. Sua mãe trabalha muito e por isso não pode ficar com ele e os pais dela se ofereceram para cuidar dele o que ela aceitou de pronto, Gu não fala muito, mas sei o quanto ele se ressente de ter sido praticamente abandonado com os avós, quando pensou que aquela seria somente mais uma visita de rotina no Natal, eu estava em sua casa no dia da festa, ia acompanhado de meus avós e lembro que naquela época as pessoas ainda me tratavam como porcelana pelo que aconteceu com meus pais. Dois anos antes, minha mãe foi morta na frente de casa em uma tentativa de assalto, meu pai estava no trabalho e eu já passava o dia na casa dos meus avós para que eles pudessem trabalhar, não me lembro de ver minha mãe morta neste primeiro momento, apesar de estar brincando muito próximo de onde ela estava. Lembro-me de ver uma grande ...
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