1. Entre o céu e a terra -26


    Encontro: 09/06/2017, Categorias: Gays / Homossexual; Gays / Homossexual; Romance; Agressões; Espiritualidade, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Gordin.leitor, Fonte: CasadosContos

    *Oi pessoas estou chegando agora e passando rapidinho para avisar que a história acaba no capítulo 30 e já estou trabalhando em outra história... Bom, não vou me estender muito, pois conversei bastante nos comentários! Hahaha, beijos e abraços para todos vocês seus lindos! S2 S2 *E-mail: gordin.leitor@ahoo.com.br CAPÍTULO – 26 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Cada dia que passava nós começávamos a reconstruir o grupo, juntos conseguimos comprar os materiais, alguns dos peões se prontificaram a nos ajudar na construção e por mais feliz que eu estivesse por ver a cooperativa ganhando força, sabia também que meu tempo ali já estava extrapolando o limite. Flávio estava a cada dia mais apático naquela fazenda, eu ao menos tinha o meu trabalho com as meninas, mas ele passava o dia de um lado para o outro e por último ficava até feliz quando eu lhe pedia para resolver algo na cidade. - Amor, vamos para Fortaleza no fim de semana, ok? – Falei numa noite ao deitar ao seu lado. - Sério? – Ele até se animou mais. - Sim! – Sorri de ver o seu jeito – Está louco para ir não é? – Falei casualmente entrando debaixo da coberta, aquela noite estava um pouco fria. - Sam não vou nem tentar disfarçar... – Ele me abraçou. – A gente pode vir sempre que você quiser, mas aqui não tem nada para eu me ocupar. Nesse tempo em que morei fora os meus dias eram tão ocupados e agora... Nada para fazer! – Ele beijou o meu pescoço numa conchinha perfeita. - Eu te entendo ... amor, desculpa por isso! – Falei sem lhe olhar. - Não precisa se desculpar Sam, eu sei que tiveram acontecimentos te prendendo aqui. - É, mas felizmente está tudo caminhando. A Marlene vai ficar a frente de tudo por aqui! Ela é uma líder nata e fala bem a danada. – Falei lembrando da sua forma de agir, ela parecia ser uma mulher dura no trato, mas na verdade era super afetuosa e vínhamos amadurecendo a ideia de que ela se mantivesse na liderança resolvendo as coisas com fornecedores e compradores. - A coitada sofreu muito antes, né? - Sim, é verdade! - Sabe Sam, quando eu voltei e a gente se acertou e você me falou da cooperativa eu fiquei pensando que isso tinha algo a ver com o que eu vivi... – Ele falou se afastando um pouco. - Como assim amor? – Deitei em seu peito. - Sabe, a minha situação com meu pai... É estranho falar isso, mas de certa forma eu era vítima de violência doméstica e foi você também que me salvou! – Nunca havia parado para pensar na situação de Flávio por este viés, afinal de contas estamos habituados a pensar nas mulheres em uma situação de vulnerabilidade frente a violência doméstica, mas até onde sei Genaro não costumava bater na mãe de Flávio ele passou a ser violento e se tornar aquela pessoa desprezível após a partida dela. - Amor, por que seu pai era daquele jeito? – Aquele era um assunto delicado, Flávio não gostava de se referir ao pai, nem com boas lembranças e nem com más. - Meu pai foi muito infeliz Sam, ele colocou a culpa de tudo o que ...
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