1. O internato - XXXIX


    Encontro: 07/06/2017, Categorias: Irmãos, confusão, Sexo, colégio, boy, Teen, Oral, Beijo, Paixão, descobertas, Internato, Ciumes, Briga, pais, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Théo/Ian, Fonte: CasadosContos

    Capitulo trinta e nove A culpa é minha Théo Estava sentado no chão em frente ao sofá com as mãos na cabeça tentando desesperadamente decidir qual era a pior parte daqueles últimos cinco minutos. Os tiros vindos do lado de fora do prédio, os policias caídos no chão, Izac entrando no apartamento e matando o porteiro ou ele apontando a arma para nós enquanto nos mandava sentar em frente ao sofá. Cada um desses momentos foi extremamente agoniante para mim. Podia ver o homem trajando uma camisa de botões branca com calça preta e sapatos cuidadosamente engraxados deitado no chão em uma poça de seu próprio sangue. Sangue esse que escorria e banhava pedaços de sua cabeça partida por uma bala que o atingiu a menos de dois metros de distância. Para o pobre coitado aquilo foi rápido e provavelmente indolor, mas para nós era um tormento. Sua camisa branca que provavelmente ele tomava bastante cuidado para não sujar e nem ficar amarelada, agora estava embebida de seu sangue. Aquele homem tinha por volta dos quarenta anos e com certeza tinha família e filhos que nunca mais veriam o pai. Filhos que teriam de se despedir de um caixão fechado, pois não havia mais rosto para se ver. Um homem com esperanças e sonhos que nunca realizaria. Um homem que não merecia morrer desta forma nas mãos de um louco. Um louco que sorriu quando o sangue do porteiro respingou em todo o canto inclusive em seu rosto. Comecei a pensar em minha vida e nas coisas que deixaria para trás. Aquele homem com toda a ... certeza iria fazer o mesmo comigo e era apenas uma questão de tempo. Ele já tinha matado aquele homem a sangue frio o que impediria que ele fizesse o mesmo comigo? Minha vida foi um tormento desde e parecia uma brincadeira injusta acabar logo agora que tudo estava começando a melhorar. Quando minha mãe finalmente me dava carinho e atenção. Quando eu finalmente havia superado toda a inveja e ressentimento que tinha de meu irmão. Quando eu finalmente havia encontrado um verdadeiro amor que me valorizava. Em resumo. Quando eu estava finalmente sendo feliz pela primeira vez. E não era uma felicidade passageira daquelas que a gente sente ao ganhar aquele brinquedo que tanto deseja de natal. Era uma felicidade duradoura que me fazia acordar todas as manhãs e sorri mesmo em dias nublados que antes me deprimiam demais. Era um sorriso verdadeiro e não uma máscara sarcástica que usava para esconder minha tristeza. Esse Théo havia morrido para um novo poder nascer. Um Théo melhor. Um Théo que estaria morto a qualquer momento. Pobre Fernanda. Não nos falamos com muita frequência, pois ela tem sua própria vida na faculdade e com o namorado, mas sempre que precisei dela ela me apoiou incondicionalmente. Ela estava do meu lado em muitos momentos em que meu pai fez questão de demonstrar a diferencia no tratamento entre Daniel e eu. Era quase sempre ela que o lembrava de minha existência mesmo que estivesse escrito em seu rosto que ele não gostava disso. Fernanda esteve do meu lado quando meu pai ...
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