1. A melhor parte de mim - Cap 8


    Encontro: 06/06/2017, Categorias: Lésbicas, Lésbicas, Gays / Homossexual, Autor: Phamy, Fonte: CasadosContos

    CAPÍTULO 8: MARINA Se a Maria Clara pensou que eu fosse facilitar pra ela, ela estava muito enganada. Eu ja sou uma pessoa antipática, admito, mas nessa noite em especial eu estava pior. Ela se esforçava para puxar assunto e eu não dava a mínima pra ela. Porém, tinha uma coisa que eu precisava saber. Desde o dia que a Maria Clara pirou no restaurante eu não conseguia esquecer o nome que ela me disse em meio ao choro. Sandro. Alguma coisa me dizia que esse homem tinha feito algo de muito ruim para ela. Perguntei quem era o tal homem, mas ela mudou de assunto. Como se não bastasse a abusada ainda me beijou. Foi um beijo devastador. Não tinha nada de carinhoso e gentil naquele contato de nossas bocas, mas mesmo assim eu gostei. Eu não podia ser tão fácil assim. Precisava agir e rápido. Então foi aí que eu mordi aquele lábio com toda a força. Ela deu um gritinho de dor e depois ficou limpando o sangue com a mão. Senti vontade de rir, mas me contive. Quando ela voltou a me olhar parecia está um pouco irritada e foi então que tudo desandou. - Você se acha superior, né?! - Eu não me acho superior. Eu sou superior! - É mesmo? O que é ser superior pra você? Torrar a grana dos seus pais com roupas e sapatos caros? Você é uma pobre coitada. Uma garotinha mimada sustentada pelos pais. Aquelas palavras me atingiram em cheio. Doeu, doeu demais. A forma com que ela cuspiu aquelas palavras deixava claro que essa nossa aproximação era um erro. Ninguém nunca tinha falado comigo daquele jeito. ... Naquele tom firme e sério. Me olhando tão profundamente. Não deixei que ela percebesse que tinha me atingindo. Peguei a primeira coisa que tinha na minha frente que por acaso era a taça de vinho e joguei o líquido em seu rosto. Saí daquela casa cega de raiva. As malditas lágrimas teimavam em descer. Na rua não passava nenhum táxi. Maldita hora que fui bater meu carro. Eu não podia ficar na frente da casa daquela mulherzinha idiota, ainda mais chorando. Comecei a descer a rua andando e isso aumentou ainda mais a minha raiva. De repente um carro parou ao meu lado, sequei as lágrimas e então encarei o motorista. - O que você quer? - Te dá uma carona. - Eu te pedi alguma coisa? Não quero nada que venha de você e nem da sua patroa. - Se eu fosse você eu entrava no carro. Ou você prefere ir andando e pegar um ônibus no final da rua? Pegar ônibus? Só de pensar naquela gente pobre amontoada um em cima do outro naquele espaço minúsculo me dava calafrios. - Só vou entrar porque não nasci pra pegar ônibus, mas eu não quero assunto com você. - Sim, senhora. Entrei no carro sem olhar pro Fabio, não queria que ele reparasse que eu havia chorado. Encostei minha cabeça no banco, fechei os olhos e pensei em tudo o que a Maria Clara havia me falado. Eu sei que eu não deveria me importar com a opinião dela, mas eu não estava conseguindo evitar, eu realmente estava me importando. Ela só podia ter jogado algum tipo de feitiço em mim. Abri meus olhos no susto assim que o Fabio parou o carro. Olhei ...
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