1. A história de Paulinha - 11: Simone, de novo


    Encontro: 30/05/2017, Categorias: Transex, transexual, Cdzinha, Feminilização Forçada, Fetiches, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Paula Cedezin, Fonte: CasadosContos

    Tinha umas 3 semanas depois daquele terrível encontro no Shopping. Simone não tinha mais dado as caras no salão nas 3as feiras de tarde, como sempre íamos. Mandei um whats. “Si, você vai no salão do Bruno hoje? Vou à tarde. Vamos dar uma passeada?” Vi que ela recebeu a resposta, mas só respondeu bem depois. “Oi. Não pude ir hoje, ocupada.” Mais nada. Como para boa entendedora meia mensagem basta, percebi que ela estava evitando me ver. Conversando com Beth enquanto fazia as unhas, fiquei sabendo que ela estava indo ao salão em outro dia, nas 5as feiras, desde que tivemos aquele encontro desagradável. Me dei conta aí de que tinha estragado completamente a mágica da nossa relação. Também pudera. Simone tinha atração pela mulher em mim, pela Paula. O que atraía ela era essa relação meio louca com uma mistura de lesbianismo e transa hetero. Toda a coisa feminina de passear pelas lojas, experimentar roupinhas uma para a outra, e terminar em um sexo super gostoso e demorado, cheio de lambidas e fetiches. E eu tinha estragado completamente essa fantasia aparecendo na frente dela como Rodrigo. Tinha detonado completamente a imagem que ela fazia de mim como Paula. Me conformei com a perda, o que mais podia fazer? Vida que segue. Se ela não queria nem falar comigo, nem me ver, eu não ia ficar mendigando atenção. Errei, eu sei, mas todo mundo erra, não é mesmo? Ainda mais considerando o que eu tinha passado naquela semana. Passaram-se os meses todos da transição, as cirurgias todas, ... sem que eu a encontrasse. E acabou que nos encontramos por acaso. Um dia eu estava saindo do provador na Cia Marítima depois de experimentar uma porção de maiôs e biquínis, e dei de cara com ela, que estava entrando. - “Oooiii Si!!!” Abri um sorrisão. Ela é que tinha se afastado, não eu. Ela pareceu um pouco desconcertada. Mas se recompôs rapidinho. Menina safa. - “Paulinha! Quanto tempo!” - “Pois é, faz o quê, mais de seis meses que não nos vemos, né?” - “Menina, como você está diferente!! Quase nem reconheci!” - “Humm, nem te conto. Muita coisa boa aconteceu nesse tempo todo!” Pela minha postura e sorriso ela percebeu minha autoconfiança. Nada a ver com a pessoa que ela tinha visto na última vez. Comentou: - “Uau, Paulinha, como você está bem! Olha esse narizinho! Quem foi o médico que fez?” - “Ai, Si, tô com um pouco de pressa hoje... vamos marcar um dia de conversar, pode ser?” Essa foi de propósito. Não estava com nenhuma pressa, mas não ia deixar barato aquele afastamento todo. Tá pensando que vou sair pulando e arfando como uma cadelinha que vê a dona depois de meses? Nananinanão. Levantei a cabeça, dei dois beijinhos nela de despedida e catei a vendedora que estava me atendendo. - “Querida, hoje vou levar esse biquinizinho vermelho e esse outro amarelo, só.” Fui para o caixa, paguei minhas compras e fui embora. Saí rindo comigo mesma. Sei lá, foi como superar uma desfeita. Percebi nessa hora como estava magoada pelo afastamento dela. Na outra 3ª feira, adivinha quem ...
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