1. Sete Formas de Medo | Cap. 27


    Encontro: 12/04/2017, Categorias: negro, carinhoso, Carinho, Paixão Secreta, soldado, militar, trauma, guerra, memória, Ruivo, MACHO, suspensa, Sexo, Mistério, Drama, Paixão, Amor, proibido, segredo, mudança, Vida, Romance, homem, Beijo, aeroporto, Série, chefe, Amizade, EUA, Namoro, Erotismo, romantismo, barba, herói, Morte, apartamento, Empresa, advogado, Traição / Corno, fofo, Detetive, Oral, Príncipe, médico, Gays / Homossexual, Gays / Homossexual, Autor: Max ♍, Fonte: CasadosContos

    capítulo vinte e sete | Ralf Mandão “Não deverão gerar filhos quem não quer dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los”. Foi Platão quem disse isso eu não podia concordar mais. Ele disse e eu concordo. Uma pessoa que não quer ter um filho deve estar ciente de que não é apenas esperma, óvulo… é uma vida. “Os exames indicam que Gray é seu pai biológico”. Essas palavras se repetiam em minha cabeça todo esse tempo. A vida é engraçada. Encontramos aquilo que não procuramos e os nossos maiores desejos continuam perdidos. Não quero enganar ninguém. Eu tive um pai e o nome dele foi Leon Rutherford Loudorn. Não preciso de outro pai. Parece que Gray tem o mesmo pensamento que eu. Ele não precisa de um filho. Ele já tem seu bebê Kurt. Nós não trocamos nenhuma palavra sequer depois da revelação. Gray doou o rim e sete dias depois ele recebeu alta e foi embora de volta para Los Angeles. Sem adeus e despedida embaraçosa. Isso na verdade é um alívio. A última coisa que quero é lutar pelo amor de um pai que não me quis e aparentemente não em quer. Eu não conhecia aquele homem. Era só um estranho que fez algo bom por mim. Apesar disso a cirurgia foi um sucesso. O primeiro dia de recuperação foi o pior de todos. Doía muito. Eu passei a noite em claro recebendo doses de morfina que me faziam viajar. Dez dias após a cirurgia eu tive meus pontos removidos e recebi alta. Ralf queria que eu voltasse a morar em sua casa por um tempo, mas eu não queria e ele também achou que era melhor arranjarmos ... um lugar só nosso. Mesmo que provisório. Nós acabamos alugando um apartamento mobiliado no centro. Será temporário. Quando tudo estiver melhor pretendo comprar uma casa para nós. Minha cabeça ainda fervilhava desde a cirurgia. Quase dois meses se passaram desde que recebi o rim de Dr. Gray. Inicialmente minha primeira reação foi recusar o rim. Ralf me convenceu que eu devia deixar meu orgulho de lado. Se Gray queria me doar um rim eu devia aceitar. Admito que fiquei com um pouco de raiva de saber que ele é meu pai biológico. Todas aquelas perguntas me vieram a cabeça. Quem? Porque? E Como? A parte mais irritante foi que eu não tive tempo de fazer essas perguntas porque Gray não me deu chance. Ele simplesmente se foi sem se despedir ou perguntar como eu estava. Por mais que me doa saber que meu pai biológico não liga pra mim eu preciso aceitar. No fim perdi dois pais. A vida tem alguma coisa contra mim. Ela vive me dando coisas só para depois tirar. A recuperação da cirurgia não é tão difícil quanto parece, mas é preciso ter responsabilidade. Após a alta eu precisei fazer exames clínicos e laboratoriais uma vez por semana durante os primeiros trinta dias. Passada essa fase eu agora preciso fazer dois exames por mês durante três meses. A Dra. Columbus me disse que os três primeiros meses são os mais difíceis e perigosos após o transplante porque é quando ocorre o maior número de rejeições e de complicações infecciosas. Se tudo ocorrem bem, depois dos três meses eu passo a fazer ...
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